Abandonar o navio

Os organizados que me desculpem, mas listas nem sempre trazem os resultados esperados.
Às vezes pensamos que muitos planos não saem do papel por falta de planejamento, então resolvemos montar uma lista com todos, geralmente em Janeiro para marcar o começo do ano novo, depois disso é hora de colocar cada um deles em prática.
Estamos no meio do ano e a pergunta é: Quantos planos já foram pulados ou abandonados? Um momento de silêncio. É difícil saber a quantidade exata, mas alguém precisa responder primeiro para quebrar o gelo, pois é, só de textos abandonados já foram mais de cinco nesse tempo.
O que estava programado começa a perder espaço para coisas que vão aparecendo sem avisar. Talvez seja esse o ponto certo. A única coisa que deveríamos anotar para não esquecer é “mantenha-se em movimento” fora isso, basta esperar para ver o que iremos encontrar por aí.
O lado bom de não ter uma lista é que anulamos a sensação de que alguma coisa ficou para trás, por outro lado bate a preocupação que a memória falhe, mas quando realmente queremos algo lembramos disso a cada dez minutos, não tem como esquecer. Procuramos a primeira brecha em qualquer conversa para colocá-lo no meio do assunto e sempre encaixa. 
Vontades passageiras podem enganar, e se depois de um tempo a prioridade for substituída por algo novo, está provado que era hora de abandonar o navio. 


Por um mundo com atalhos

Você já deve ter parado para pensar que poderia existir um controle com várias funções para usar no dia-a-dia. Um botão para deixar o mundo no silencioso porque às vezes ouvimos coisas totalmente desnecessárias, outro que gerasse um clone e enquanto ele fica no seu lugar você está curtindo por aí, e os desastrados incluiriam o botão que deixasse o mundo em câmera lenta.
Pequenos incidentes acontecem com as pessoas todos os dias, mas algumas atraem essas situações além do normal, o que acaba causando hematomas, vergonhas em público e talvez a vergonha alheia do amigo que presenciou a cena.Nesse modo câmera lenta, menos objetos cairiam e daria tempo de desviar de todos os obstáculos que estivessem no meio do caminho, evitando esbarrões e tropeços.
Uma função que voltasse no tempo ajudaria a recuperar a oportunidade perdida por causa daquela besteira que falamos no momento da empolgação.
Alguns querem mudar a rotina de uma vez por todas e precisam de um empurrãozinho, o lado bom de ser desastrado acima da média é que muitas vezes nesses tropeços você se auto impulsiona, não existe esse negócio de ficar parado enquanto a vida acontece. E para finalizar as funções vamos acrescentar o Replay, tantas coisas acontecem ao mesmo tempo e acabam passando despercebidas, caso perca os melhores momentos ainda terá uma chance de viver de novo aquilo que deixou um sabor de quero mais.
E aí, já pensou onde usar o Replay?